A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou nesta quarta-feira (10) a investigação de um novo caso suspeito de infecção pelo vírus ebola na capital paulista. A paciente é uma mulher brasileira, de 31 anos, que retornou recentemente de uma viagem de trabalho à República Democrática do Congo.
De acordo com as informações divulgadas pela pasta, a mulher esteve na província de Kivu do Norte, região localizada no leste do país africano e que já registrou ocorrências relacionadas à doença. Ela desembarcou no Brasil no último dia 6 de junho e passou a apresentar sintomas três dias depois.
Entre os sinais relatados estão febre e episódios de diarreia, sintomas que levaram ao início dos protocolos de investigação epidemiológica.
Paciente está internada em isolamento
Após atendimento inicial em uma unidade hospitalar privada da capital paulista, a paciente foi transferida para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, referência nacional no tratamento e acompanhamento de doenças infecciosas de alta complexidade.
Segundo a Secretaria da Saúde, a mulher permanece internada em um leito de isolamento, sob monitoramento médico e seguindo todos os protocolos de biossegurança recomendados para casos suspeitos.
O estado de saúde da paciente é considerado estável.
Exames seguem em análise
A investigação foi aberta porque a paciente atende aos critérios estabelecidos para suspeita da doença, incluindo o histórico recente de viagem a uma área com circulação do vírus e a presença de sintomas compatíveis com a infecção.
Como parte dos procedimentos iniciais, foi realizado um teste para malária, que apresentou resultado negativo.
Até o momento, não há confirmação de infecção pelo vírus ebola. As amostras coletadas foram encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz, responsável pelas análises laboratoriais que irão confirmar ou descartar a suspeita.
O que é o ebola?
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ebola é uma doença viral grave que afeta humanos e outros primatas. A infecção pode provocar febre alta, dores musculares, fraqueza, vômitos, diarreia e, em casos mais graves, hemorragias internas e externas.
A transmissão ocorre por meio do contato direto com sangue, secreções ou fluidos corporais de pessoas ou animais infectados.
Apesar da alta taxa de mortalidade, especialistas destacam que o risco de disseminação é reduzido quando os protocolos de vigilância, isolamento e controle sanitário são adotados de forma adequada.
