
João Pessoa registrou 471 novos casos de sífilis entre janeiro e abril de 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Os registros incluem casos de sífilis adquirida, sífilis em gestantes e sífilis congênita, quando a doença é transmitida da mãe para o bebê durante a gestação ou parto.
Ao longo de 2025, a capital paraibana contabilizou 2.306 casos da infecção sexualmente transmissível (IST). Diante do aumento das notificações, a Prefeitura de João Pessoa reforçou o alerta sobre a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado para evitar complicações e interromper a transmissão da doença.
A sífilis é causada pela bactéria Treponema pallidum e pode ser transmitida por relações sexuais desprotegidas, além da transmissão vertical da mãe para o bebê. De acordo com a enfermeira técnica da área de ISTs da SMS, Millena Hilário, a doença pode ser silenciosa e muitas pessoas não apresentam sintomas, o que contribui para a disseminação.
Na rede municipal de saúde, os atendimentos são realizados nas Unidades de Saúde da Família (USFs) e no Serviço de Assistência Especializada/Centro de Testagem e Aconselhamento (SAE/CTA). A população tem acesso gratuito à testagem rápida, diagnóstico e tratamento com penicilina benzatina pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo a SMS, os testes rápidos apresentam resultado entre 15 e 20 minutos e, em caso positivo, o tratamento pode ser iniciado imediatamente. A secretaria também orienta sobre a importância do uso de preservativos, realização periódica de exames e acompanhamento pré-natal adequado para gestantes.
Nos primeiros quatro meses deste ano, João Pessoa registrou 353 casos de sífilis adquirida, 89 casos em gestantes e 29 casos de sífilis congênita.