Polícia descarta envenenamento intencional em caso de pizzaria com morte e mais de 100 intoxicados na Paraíba

Investigação aponta possível contaminação acidental; mulher morreu e mais de 110 pessoas passaram mal após consumir alimentos em Pombal.

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Foto: Reprodução
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A Polícia Civil da Paraíba considera improvável a hipótese de envenenamento intencional no caso da pizzaria investigada por um surto de intoxicação alimentar em Pombal, no Sertão do estado.

O caso resultou na morte de uma mulher e deixou mais de 110 pessoas doentes após o consumo de alimentos no estabelecimento.

De acordo com o delegado Rodrigo Barbosa, responsável pelo inquérito, a própria dinâmica do caso levou a polícia a afastar a possibilidade de crime doloso.

Isso porque funcionários da pizzaria também consumiram os alimentos no dia do ocorrido e apresentaram sintomas de intoxicação.

“Atualmente a polícia considera improvável um envenenamento intencional, mas ainda trabalha com a possibilidade de um envenenamento acidental”, afirmou.

Suspeita recai sobre ingredientes

Durante as investigações, um dos administradores do estabelecimento apontou suspeitas sobre a carne de sol utilizada em uma pizza com nata, citada também em relatos de clientes.

A vítima fatal, Raíssa Maritein Bezerra e Silva, de 44 anos, teria consumido justamente esse tipo de pizza.

Segundo a apuração, os ingredientes foram comprados e preparados no dia anterior, e não houve registro de dedetização ou exposição a venenos no local.

O inquérito apura dois tipos de crime:

  • Venda de alimento impróprio para consumo, prevista na Lei 8.137
  • Homicídio culposo, em razão da morte da cliente

A polícia aguarda os resultados de exames toxicológicos realizados no corpo da vítima e em amostras dos alimentos, que devem sair em cerca de duas semanas.

Responsabilização pode atingir toda a cadeia

Segundo a investigação, todos os envolvidos no preparo e na comercialização dos alimentos poderão ser responsabilizados, caso seja comprovada negligência.

O dono do estabelecimento ainda não foi intimado a depor, mas, por meio da defesa, afirmou que está colaborando com as autoridades e fornecendo todas as informações necessárias.

Raíssa Maritein era engenheira agrônoma e servidora pública. Ela passou mal após consumir o alimento no domingo (15), chegou a receber atendimento médico e foi liberada, mas voltou ao hospital no dia seguinte com agravamento do quadro.

Internada em estado grave, ela morreu na manhã da terça-feira (17).

A Polícia Civil e órgãos de vigilância sanitária seguem analisando o caso para identificar a causa exata da contaminação.

O resultado das perícias será fundamental para esclarecer o ocorrido e definir possíveis responsabilidades.

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