Paraíba tem 3º maior caixa do país e se destaca em solidez fiscal, aponta Tesouro

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A Paraíba iniciou 2026 entre os estados com melhor situação financeira do país. Dados do Relatório de Gestão Fiscal enviados ao Tesouro Nacional mostram que o Estado possui R$ 4,054 bilhões em recursos livres em caixa, ocupando a terceira posição nacional em disponibilidade financeira para honrar compromissos administrativos.

O levantamento considera valores não vinculados, ou seja, recursos que não estão carimbados por lei para áreas específicas, e que indicam a real capacidade de pagamento dos governos estaduais. No ranking nominal, a liderança é do Paraná, com R$ 10,507 bilhões, seguido por São Paulo, com R$ 5,916 bilhões.

Em contraste, sete unidades da federação encerraram 2025 com caixa negativo: Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Alagoas, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Tocantins e Acre. Minas apresenta o pior resultado, com déficit de R$ 11,3 bilhões.

Segundo o secretário da Fazenda da Paraíba, Marialvo Laureano, quando se considera a relação entre o caixa e o orçamento ou a Receita Corrente Líquida (RCL), o Estado teria o melhor desempenho fiscal do país. Ele afirma que o equilíbrio das contas públicas tem permitido ampliar investimentos e políticas públicas nas áreas de saúde, educação, segurança e infraestrutura.

O gestor destacou ainda indicadores econômicos positivos. De acordo com dados do IBGE, a taxa de desocupação na Paraíba caiu para 6% em 2025, a menor do Nordeste e da série histórica de 14 anos. Entre 2019 e 2025, foram criados mais de 144 mil empregos formais no estado, totalizando cerca de 545 mil trabalhadores com carteira assinada no setor privado.

A população ocupada também cresceu e atingiu 1,704 milhão de pessoas no último trimestre de 2025. O saldo de empregos formais dos últimos sete anos é quase seis vezes superior ao registrado entre 2012 e 2018.

O governo estadual atribui os resultados ao crescimento do PIB, ao desempenho dos setores de comércio e serviços e à continuidade de investimentos públicos e privados. A expectativa é de que a manutenção do ambiente fiscal equilibrado contribua para atrair novos negócios e ampliar a geração de emprego e renda ao longo de 2026.

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