A taxa média de desocupação no Brasil recuou para 5,6% em 2025, o menor patamar da série histórica da PNAD Contínua, divulgada pelo IBGE. O índice caiu 1 ponto percentual em relação a 2024 (6,6%).
No quarto trimestre de 2025, a taxa ficou em 5,1%, também abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior (6,2%).
Nordeste ainda concentra maiores taxas
Apesar da queda nacional, o Nordeste manteve os índices mais altos de desemprego. As maiores taxas anuais foram registradas no Piauí (9,3%), na Bahia (8,7%) e em Pernambuco (8,7%).
Entre as menores, aparecem Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3,0%).
A Paraíba atingiu 6,0%, o menor nível da sua série histórica.
Mesmo com o avanço do emprego, o país ainda tem 38,1% dos trabalhadores na informalidade. As maiores taxas estão no Maranhão (58,7%), no Pará (58,5%) e na Bahia (52,8%). A taxa de subutilização ficou em 14,5%, chegando a 31% no Piauí.
Renda média cresce
O rendimento médio real anual chegou a R$ 3.560. Os maiores valores foram registrados no Distrito Federal (R$ 6.320), em São Paulo (R$ 4.190) e no Rio de Janeiro (R$ 4.177).
No quarto trimestre de 2025, o rendimento médio subiu para R$ 3.613, com crescimento principalmente nas regiões Norte e Sudeste.
A taxa de desocupação foi maior entre mulheres (6,2%) do que entre homens (4,2%).
Entre os níveis de escolaridade, quem tem ensino médio incompleto apresentou a maior taxa (8,7%), enquanto pessoas com nível superior completo tiveram a menor (2,7%).
Além disso, apenas 59,6% dos trabalhadores do Nordeste têm carteira assinada, abaixo da média nacional.
Busca por emprego de longo prazo diminui
O número de pessoas procurando trabalho há dois anos ou mais caiu 19,6% em relação a 2024, indicando melhora gradual no mercado de trabalho.
Apesar do avanço, o IBGE destaca que a queda do desemprego ainda convive com alta informalidade e ocupações de baixa produtividade, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.
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