Lula empossa paraibano Gustavo Feliciano como novo ministro do Turismo

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Foto: Ricardo Stuckert/PR
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empossou nesta terça-feira (23) o paraibano Gustavo Feliciano como novo ministro do Turismo. Ele assume a pasta no lugar de Celso Sabino, que deixou o cargo após o rompimento institucional do União Brasil com o governo federal.

A troca no comando do ministério ocorre em meio a articulações políticas no Congresso Nacional. Celso Sabino havia sido indicado pelo União Brasil, partido do qual foi expulso após decidir permanecer no governo mesmo depois da orientação da legenda para que seus filiados deixassem cargos na gestão Lula.

Gustavo Feliciano é filho do deputado federal Damião Feliciano (União-PB) e da ex-vice-governadora da Paraíba Lígia Feliciano. Ele é aliado do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), que confirmou ter dialogado com o presidente Lula sobre a indicação. O governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), também participou da cerimônia no Palácio do Planalto.

Embora tenha integrado o União Brasil até outubro de 2025, Feliciano não é atualmente filiado ao partido. Antes, passou pelo PDT e pelo MDB. Ele já comandou a Secretaria de Turismo da Paraíba entre 2019 e 2021.

Durante a cerimônia de posse, Hugo Motta elogiou a escolha feita pelo presidente Lula e afirmou que a decisão demonstra sensibilidade política e capacidade de articulação. Segundo ele, a gestão de Gustavo Feliciano contará com o apoio do Parlamento.

Em discurso, o novo ministro destacou a importância do turismo como ferramenta de desenvolvimento social e econômico. “O turismo tem que ser de todos. Quanto mais turismo, mais emprego, mais renda e mais igualdade”, afirmou.

Gustavo Feliciano agradeceu às lideranças políticas que apoiaram sua indicação e afirmou que pretende fortalecer ações voltadas ao crescimento do setor turístico em todo o país.

Saída de Celso Sabino

Celso Sabino esteve à frente do Ministério do Turismo desde agosto de 2023. Sua saída foi confirmada na última semana, durante uma reunião de balanço do governo com ministros. Mesmo após a expulsão do União Brasil, Sabino optou por permanecer no cargo, de olho nas eleições de 2026, quando pretende disputar uma vaga ao Senado pelo Pará.

Em seu discurso de despedida, Sabino agradeceu ao presidente Lula pela confiança e destacou ações realizadas durante sua gestão, com ênfase na organização da COP30, realizada em novembro, em Belém, considerada estratégica para sua projeção política no estado.

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