O Parque Zoobotânico Arruda Câmara (Bica) poderá ser reaberto ao público nos próximos dez dias. A previsão foi confirmada nesta quarta-feira (3) pelo secretário municipal de Meio Ambiente, Welison Silveira, em entrevista ao Portal MaisPB. Antes da reabertura, o local receberá vistoria técnica do presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, e do presidente da Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente (Anamma), Marçal Cavalcante.
Segundo o secretário, as equipes virão à capital para avaliar as condições estruturais e operacionais do parque, além de validar a adequação às novas regulamentações nacionais para funcionamento de zoológicos.
“Teremos a visita do presidente do Ibama e de toda a equipe técnica para atestar as condições do funcionamento do nosso parque. A Bica atende todas as exigências e queremos trabalhar com transparência, publicidade e parceria com os órgãos ambientais”, afirmou Silveira.
Ele destacou ainda a intenção de firmar um acordo de cooperação técnica com o Ibama para controle da biodiversidade e manejo de espécies nativas.
Reforço na segurança após incidente com visitante
A reabertura ocorre dias após a morte do jovem Gerson de Melo Machado, 19 anos, que entrou na área de uma leoa no último domingo (30). O caso provocou uma série de reuniões entre a prefeitura e entidades ambientais, resultando em um novo pacote de medidas de segurança.
Entre as ações aprovadas estão:
• instalação de câmeras com reconhecimento facial e inteligência artificial
• reforço de placas de sinalização e barreiras físicas
• colocação de cercas elétricas
• controle de acesso dos visitantes
• novas rotinas administrativas e fechamento de pontos vulneráveis
Últimas etapas antes da liberação
Welison Silveira informou que a reabertura só ocorrerá após a validação total dos protocolos de segurança para funcionários, visitantes e animais.
“Acredito que em até dez dias, tão logo sejam atestadas todas as condições de segurança, poderemos liberar o parque. Amanhã receberemos também uma comissão parlamentar de vereadores e seguimos em diálogo com o Ibama, Cetas, Associação de Zoológicos e o Conselho de Medicina Veterinária”, concluiu.
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