Uma obra emergencial de contenção da erosão costeira será realizada em um trecho de 600 metros da orla do Bessa, em João Pessoa. O projeto, aprovado pelo Painel Científico do Programa Estratégico de Estruturas Artificiais Marinhas (Preamar-PB), tem como objetivo proteger uma área crítica da orla ameaçada pelo avanço do mar.
Apresentado pela Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan), o plano prevê a construção de uma estrutura rígida de aço e concreto, conhecida como sea wall, entre o maceió do Bessa e o início da praia, uma região identificada como de alta vulnerabilidade à erosão.
Segundo o procurador da República João Raphael Lima, que acompanha o programa, a iniciativa reforça o papel da ciência na solução de questões ambientais urgentes.
“Somente o conhecimento científico de diversas áreas é capaz de resolver questões emergenciais como esta da erosão costeira”, destacou o procurador.
Medidas ambientais e técnicas
Apesar de aprovada com caráter emergencial, a obra deverá seguir critérios técnicos e ambientais que garantam o equilíbrio ecológico e a segurança da população. O Preamar recomendou ainda:
• Adoção de soluções sustentáveis e baseadas na natureza;
• Elaboração de um plano de manejo costeiro para todo o bairro do Bessa;
• Suspensão de novos empreendimentos na região por seis meses, até a conclusão dos estudos — medida já acatada pelo Ministério Público Federal (MPF).
O diagnóstico do Preamar reforça a urgência da intervenção, destacando que a erosão ameaça tanto o meio ambiente quanto o uso público da orla.
Ciência e articulação institucional
O Programa Preamar-PB reúne pesquisadores e órgãos públicos para desenvolver soluções técnicas e sustentáveis para o litoral da Paraíba. Durante a reunião que aprovou a obra, foram apresentados avanços científicos e institucionais alcançados em 2025 na proteção costeira.
Importância do maceió do Bessa
O maceió é uma formação natural semelhante a uma lagoa ou canal junto à faixa de areia, com grande valor ecológico por abrigar espécies marinhas e contribuir para o equilíbrio dos ecossistemas costeiros.
Com a aprovação da obra, João Pessoa dá um passo importante na proteção de seu patrimônio natural, unindo ciência, planejamento urbano e responsabilidade ambiental.
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