A Justiça da Paraíba decidiu nesta quarta-feira (17) liberar cinco policiais militares investigados por participação em uma chacina em Conde, sem a obrigatoriedade do uso de tornozeleira eletrônica.
Os policiais haviam sido presos em agosto e tiveram a liberdade provisória concedida, mas se recusaram a usar o equipamento, alegando se sentir “humilhados”.
Na nova decisão, a juíza Higyna Josita Simões de Almeida destacou que não há indícios de que eles tentem fugir, atrapalhar o processo ou deixar de comparecer às audiências. A magistrada também ressaltou que o uso de tornozeleira gera custos ao Estado, e deve ser determinado apenas quando necessário.
Os cinco policiais, Mikhaelson Shankley Ferreira Maciel, Marcos Alberto de Sá Monteiro, Wellyson Luiz de Paula, Kobosque Imperiano Pontes e Edvaldo Monteval Alves Marques, terão de cumprir medidas cautelares:
• Comparecer periodicamente à Justiça e informar atividades, além de participar de atos do processo quando intimados.
• Não manter contato com testemunhas, réus ou outros envolvidos no processo, salvo autorização judicial.
• Não se ausentar de João Pessoa por mais de 10 dias sem autorização.
• Ser afastados do serviço operacional e atuarem apenas em funções administrativas.
O sexto policial investigado, Alex William de Lira Oliveira, permanece preso preventivamente, já que está fora do país, o que atrapalha a instrução do processo.
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