O homem suspeito de participar do incêndio a um ônibus de transporte coletivo no bairro do Padre Zé, em João Pessoa, foi colocado em liberdade neste sábado (29), após passar por audiência de custódia. Após 11 dias internado na UTI do Hospital de Emergência e Trauma, o motorista do ônibus, que sofreu agressões e teve 50% do corpo queimado, acabou falecendo na madrugada deste domingo (30).
O acusado foi preso pela Força-Tarefa de combate ao crime organizado da Paraiba, depois que o carro usado no crime foi identificado. O veículo foi localizado na posse de um homem, motorista de transporte alternativo, de 44 anos, que encontrava-se no bairro Mutirão, em Bayeux. Conduzido para esclarecimentos, confirmou-se que o preso é o proprietário do carro, tendo sido encontrado no interior do veículo um galão com forte cheiro de combustível, o que vinculou ainda mais o carro ao fato.
Segundo consta nos autos do processo, após analise no aparelho celular do suspeito realizada pela Polícia Militar, foram encontrados indícios contundentes de envolvimento com a facção criminosa Comando Vermelho, por meio das conversas no aplicativo WhatsApp. Essas conversas também levantaram suspeitas sobre sua possível participação no atentado ao ônibus, ocorrido no dia (18) de julho.
Para detalhar a prisão, a Polícia Federal uma coletiva de imprensa foi convocada para esta segunda-feira (31).
