Especialista alerta sobre a importância da prevenção de problemas respiratórios durante os festejos juninos

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A temporada de festas juninas está chegando, trazendo consigo alegria, tradições culinárias e a famosa queima de fogueiras e fogos de artifício. No entanto, é importante lembrar que a inalação da fumaça dessas festividades pode ter impactos significativos na saúde respiratória, especialmente para pessoas com condições preexistentes como asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e rinite alérgica. 

A fumaça proveniente das fogueiras e dos fogos de artifício contém substâncias tóxicas que podem desencadear ou agravar doenças respiratórias. Indivíduos que já sofrem com problemas respiratórios estão mais propensos a irritações nas vias respiratórias, experimentando sintomas como tosse, produção de secreção, dificuldade para respirar e cansaço ao serem expostos às toxinas presentes na fumaça. 

“A inalação de fumaça pode causar uma reação brônquica exacerbada, como nos asmáticos, onde acontece broncoespasmo com conseqüente falta de ar”, explica o Enfermeiro Intensivista e coordenador de Enfermagem da Faculdade FPB, Fernando Nascimento, por conta disso, indivíduos com doenças respiratórias devem evitar, ao máximo, inalar fumaça. Caso ocorra exposição e o paciente tenha a doença agravada, é recomendado a ida imediata até um hospital para as medidas que forem necessárias. O pneumologista exemplifica, ainda, que conforme orientação médica, pacientes asmáticos podem usar broncodilatadores ou até mesmo corticóide inalatório para aliviar os sintomas. 

Além do grupo de risco formado por pessoas com condições respiratórias pré-existentes, é importante destacar que a fumaça das fogueiras e dos fogos de artifício, em menor quantidade, pode afetar com menos gravidade aqueles que não possuem doenças respiratórias. No entanto, o sistema respiratório foi projetado para receber ar puro, e as partículas inaladas provenientes da fumaça atuam como irritantes nas vias respiratórias. O especialista enfatiza: “Em pequenas quantidades, pessoas sem histórico de doenças respiratórias geralmente não enfrentam problemas graves, mas podem apresentar tosse e produção de muco em resposta aos irritantes.” 

Riscos para as crianças 

É comum que as crianças se sintam atraídas pela beleza dos fogos de artifício e pela magia das fogueiras. No entanto, além do perigo de queimaduras, é fundamental estar ciente dos riscos de intoxicação pela inalação da fumaça. Fernando Nascimento, enfermeiro intensivista, destaca que “alguns fatores de risco, como alérgenos e irritantes respiratórios, podem aumentar as complicações em casos de problemas respiratórios. Quando uma criança já possui algum tipo de problema respiratório, é necessário estar ainda mais atento aos fatores de risco.” 

Riscos para as crianças 

As crianças costumam se sentir atraídas pela queima de fogos e pelas fogueiras, mas além do perigo de queimaduras, é essencial estar atento ao risco de intoxicação pela inalação da fumaça. “Alguns fatores de risco, como alérgenos e irritantes respiratórios, podem aumentar as complicações nos casos de problemas respiratórios. Quando uma criança já possui algum tipo de problema respiratório, é necessário prestar atenção redobrada aos fatores de risco”, destaca o enfermeiro intensivista, Fernando Nascimento. 

Para as crianças que já possuem algum problema respiratório, a pediatra orienta: “É importante evitar aglomerações, lavar as mãos freqüentemente e fazer fluidificação de secreção com lavagem nasal para evitar infecções secundárias”. Lembrando que nos festejos juninos há aglomerações, além do ambiente com fumaça, ela também alerta: “os responsáveis devem ficar ainda mais atentos aos sinais de gravidade”, complementa Fernando. 

Em casos mais graves, as crianças podem apresentar aumento da freqüência respiratória, dificuldade para respirar, chiado, sonolência exagerada, irritabilidade, perda de apetite e cianose – que ocorre quando o sangue não recebe oxigênio suficiente e o paciente fica com a pele e as mucosas arroxeadas. Caso esses sintomas sejam identificados, ou haja dúvida, principalmente após exposições de risco, é indicado que a criança seja levada ao médico que já faz o seu acompanhamento ou ao pronto atendimento, imediatamente.  

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